terça-feira, 27 de outubro de 2009

Doce ironia.

Porque dar profundidade ao superficial?
Porque se preocupar com o que faz a diferença?
Vocês são muito parecidos,não iguais.
Talvez o igual seja ser diferente.
Já não sei mais por onde começar.

Tudo não passou de uma doce ironia,
A alegria que durou menos que devia
Não sei porque sinto tando a sua falta,
Mas a saudade me consome.

Foi como um conto de fadas
Regido por bruxas más
E um princepezinho indeciso.



Obs:Perdoem-me por estes posts menos sérios ultimamente,é apenas uma fase que há de passar.Este texto foi escrito dia 24 de maio de 2007 e eu resolvi postá-lo por estar me sentido quase deste modo novamente.

sábado, 24 de outubro de 2009

Eu ainda aguardo o momento
Em que absorverei o brilho daqueles olhos nos meus.
Ha! O doce brilho das minhas noites insones.
É estranho,bizarro,a diversão que me propicia
Quando não sabe usar os pronomes.
Eu gosto desse jeito delicadamente bruto
E meigo,da franqueza,do sorriso aberto
Do olhar sincero.
Eu gosto de como ele faz as coisas com esmero.
Ele sabe me tirar do caos emocional.


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Nem todas as perguntas sobre esse texto serão respondidas.

Dor.

Eu não sabia que uma simples notícia poderia causar uma dor tão intensa.Sem aviso ou ruídos. Sem lágrimas a serem derramadas,sem as minhas pupilas dilatarem de espanto.
A dor se espalha como o frio que,começa dos meus pés e gela até a minha alma rala e superficial.A minha pseudoesperança piora as coisas e os sentimentos que eu teimo em guardar talvez provem a minha incapacidade de,de fato,amar alguém.
Meus sentimentos estão caindo por terra.



"O Mundo é um Moinho

Ainda é cedo amor.
Mal começaste a conhecer a vida.
Já anuncias a hora da partida.
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar.
Presta atenção querida, embora eu saiba que estás resolvida.
Em cada esquina cai um pouco a tua vida.
Em pouco tempo não serás mais o que és.
Ouça-me bem amor.
Preste atenção, o mundo é um moinho.
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões a pó.
Preste atenção querida.
Em cada amor tu herdarás só o cinismo.
Quando notares estás à beira do abismo.
Abismo que cavastes com teus pés. "

sábado, 10 de outubro de 2009

Mudos por opção

Para que tantos pronomes e sujeitos,
Se não é preciso saber
Análise sintática pra falar e reclamar
Impostos aumentam,corruptos têm direitos
E quem é pobre só se fode!
Parece que somos mudos,mudos por opção.


Ninguém vai fazer nada,até ser afetado
Pelo problema que anda
Debaixo do próprio nariz. (refrão)
E,depois vai se sentir revoltado
Porque teve o carro roubado
Pela massa que oprimiu

O velocímetro aponta para um número maior,
A contagem está regredindo
A Terra está aquecendo
Estamos cavando o nosso túmulo,
Construindo o próprio fim.


(refrão)

Faça o que quiser,
Alimente-se da própria autólise
Isso não é redundante,quando cavamos
O próprio fim.

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Esse texto data de 23 de maio do ano de 2007. E foi mais um dos projetos de música que eu tive aos 14 anos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Toque de Ira.

As unhas descascadas,os músculos esgaçados.
As pálpebras insones,os olhos fechados.
Mãos trêmulas,o barulho
Da chave caindo no chão.

Lágrimas escorrem,
Palpita o coração.

A água está no final,
E a aula também.
Estou de saco cheio de tentar ser alguém.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Doce Deleite.

A menina saiu da escola mais cedo.O vento frio e cortante a obrigou enrolar os cabelos,fechar o casaco e colocar o capuz.Segurando a mochila firmemente,começou a caminhar como se pudesse ser derrubada por um sopro mais forte de vento.
Logo chegou a casa dos seus avós,sentido-se,pela primeira vez no dia,satisfeita.A visita durou pouco mais que duas horas e,a essa altura,o vento ameaçador tornou-se uma chuva fria e perigosamente contínua.Tremendo de frio,ela saiu,da varanda para rua.Atravessou-a rapidamente e foi aconchegar-se em algum canto obscuro do ponto de ônibus,onde alguns ilustres desconhecidos falavam sobre a demora do ônibus para o centro da cidade.
E,de fato,o ônibus estava demorando.Durante sua espera,clarões várias vezes cortaram o céu.Ela estava se divertindo com a chuva que batia no asfalto,até que um ônibus veloz fez com que aquela água que formava poças voasse em direção as suas pernas e pés.Irritada,soltou um alto e sonoro palavrão.As pessoas no ponto disfarçaram as risadas com tossezinhas secas.Logo depois,seu ônibus chegou.
Passou pela roleta com agilidade e sentou-se em um banco que tinha ambos os lugares vagos.Havia uma bela menininha com a mãe alguns lugares a frente,e ela deleitou-se ao observar as travessuras da pequena.O engarrafamento,no entanto,quase lhe tirou o prazer da viagem.Suas narinas entupidas protestavam por estarem expostas ao frio e,aos poucos,ficavam mais congestionadas,se é que isso era possível.
Isso não significou nada quando lembrou-se dos quadradinhos de doce-de-leite que trazia na mochila.Mordiscou um com vontade e,logo após,não tinha boca,mas também olhos mais doces.Observou as árvores e as luzes da cidade com encantamento.E,quando o trânsito voltou a fluir,ela decidiu parar de indagar a razão pela qual o motorista abria e fechava a porta sem cessar.Nada mais importava,havia chegado ao seu destino.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sobre armas,crianças e o medo da violência.

Hoje,vi carros de polícia de um lado para o outro várias e várias vezes e,pelo menos,duas blitzes.Estava no carro,voltando para casa,quando fiz o seguinte comentário com o meu pai:"Nossa,a polícia está ouriçadinha hoje" e ele respondeu:"Ouriçada não,trabalhando".
O fato é que,tanto eu ouvi que acabei perdendo a confiança naqueles que,supostamente deveriam proteger a sociedade.É complicado saber em quem confiar e,mesmo assim,eu sinto uma empatia enorme por esses policiais,que não tem condições nenhuma de trabalho,são expostos constantemente e são desacreditados pela sociedade(ok,confesso,eu não confio neles).
Isso me lembra a aula de química que tive hoje,onde o meu professor,militar,falou sobre o alcance de algumas armas,o estrago que elas fazem, e oque os "bandidos" fazem para aumentar a sua potência de devastação.Ah,agora você deve estar se perguntando o porque de "bandidos" estar escrito assim,entre aspas.Bem,eu não consigo acreditar que alguém possa ser essencialmente mal ou que o homem seja produto do meio.O homem é produto da necessidade e a marginalidade(ou o termo que você preferir)é a marca da ausência do estado.
Acreditar que uma criança de 10,11 anos,que trabalha dentro de uma comunidade para o tráfico de drogas é má,me parece uma "forçassão de barra" das piores.Essas crianças que "trabalham" em troca de cestas básicas e que,depois vão der os guris estampando os jornais,acabam virando estatística e nós,sejamos classe média ou neopobres temos medo disso,de infâncias roubadas,que somadas a falta de oportunidade resultam em assaltos,tiros e outras vidas desperdiçadas.
Eu sinto uma pena profunda desses que são invisíveis,mas acabo sentindo uma raiva muito intensa de mim,que poderia doar algum do me tempo livre para tentar mudar isso.Ah,já sei,você está pensando que ninguém muda a realidade sozinho,mas alguém precisa começar,não é mesmo?

sábado, 19 de setembro de 2009

Femme Fatale.

Olhos ressaltados,unhas escarlates.
Ela não é nada,uma femme fatale.
Andar cadenciado,o sorriso leve
Quase enojado.

A fala é firme,a voz baixa.
Ela te faz sentir um pedaço de nada.
Brilhante e de sabor amargo,
Ela não foi feita para estar ao seu lado.

Acalme-se,guarde o seu desabafo.
Ela te usou como um guadarnapo.



"Here she comes, you better watch your step
She's going to break your heart in two, it's true
It's not hard to realize
Just look into her false colored eyes
She builds you up to just put you down, what a clown"- Femme Fatale;Velvet Underground.