
"Já não há mãos dadas no mundo
Elas agora viajarão sozinhas.
Sem o fogo dos velhos contatos
Que ardia por dentro e dava coragem..." -Mas Viveremos-Carlos Drummond de Andrade
Aos poucos me acostumei a estar sozinha. A companhia que quero não tenho , e a solidão deixa de ser um estado de espírito e passa a ser um fato.
Então , não me surpreendo mais em me ver sozinha em fotografias ou a estar isolada. Estou aprendendo que nessa vida tudo passa. Me desgosta viver de momentos , me enluquece ter falsos contentamentos e só a mim - auto-suficiente.
Podem gritar, espernear , dançar a conga - nada me tira do etéreo isolamento.
E realmente estou aprendendo a só conversar com a voz da minha consciência , onipoente e onipresente. E não é esquizofrenia , é apenas a melhor voz de todas , concorda com quase tudo que digo , não reclama e não tem opção entre me ouvir ou não , o que eu chamo de consciência vai ter sempre que me ouvir , fazer companhia e me amar , acima de tudo , isso - amar . Tudo que não consigo fazer e tudo que os outros são incapazes de tentar ela fará , não porque quer , mas porque não tem opção.

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